As 49 questões seguintes oferecem uma oportunidade de reflexão e debate. Elas podem ser respondidas pelos leitores, individualmente ou em grupos de estudo, e podem também ser aplicadas em cursos e oficinas que tenham como tema responsabilidade social e sustentabilidade.
01 – Em geral o conceito de responsabilidade social tem aparecido como um apelo de natureza ética, dirigido ao mundo empresarial. Na sua opinião:
a) Seria uma maneira dos empresários devolverem à sociedade onde vivem, na forma de investimento social privado (em saúde, educação, assistência a crianças, idosos, pessoas em situação de risco e portadoras de necessidades especiais etc.), uma parte dos lucros que conseguiram realizar em seus negócios.
b) Os empresários não têm nenhuma obrigação de devolver nada à sociedade além dos altos impostos que já pagam, dos empregos que geram, dos bens e serviços que produzem e da dinamização da economia que sua atividade desencadeia.
c) A única obrigação dos empresários é remunerar bem o trabalho dos seus colaboradores e o capital dos seus sócios ou acionistas.
d) Seria uma maneira da empresa fortalecer os seus laços com a sociedade e ao mesmo tempo direcioná-los para o desenvolvimento por meio de uma adequada gestão da sua rede de stakeholders, compreendendo seus proprietários e acionistas e dirigentes, seus funcionários, seus fornecedores, outras empresas e organizações coligadas ou parceiras, o público alvo de suas ações de responsabilidade social, seus clientes e consumidores de modo geral e as populações afetadas pela sua atuação.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
02 – Tem crescido muito ultimamente o movimento de responsabilidade social no meio empresarial. Qual o motivo mais freqüente? (Examine as sentenças abaixo e escolha as melhores alternativas:)
I - A aceitação do chamamento ético à responsabilidade. Muitos empresários, por uma questão de postura pessoal, acolheram tal apelo.
II - O surgimento e a expansão de novas formas de convivência e de sociabilidade que estão estimulando o trabalho voluntário, a doação de tempo e recursos para questões sociais e ambientais. Alguns empresários passaram a admirar essas novas práticas, baseadas em valores como cooperação e solidariedade, que começaram a ocorrer, inclusive, dentro de suas empresas ou a serem exercidas por seus empregados em outros ambientes. De certo modo, foram contagiados por elas e passaram, então, a considerar seriamente a possibilidade de se engajar em ações semelhantes, tanto individualmente, quanto coletivamente, destinando uma parte dos recursos auferidos com seus negócios para investimentos em causas sociais.
III - A emergência de uma nova visão das relações entre o mercado e a sociedade – compartilhada hoje por muitos donos de empresas, acionistas e CEOs –, segundo a qual é altamente desejável manter sintonia com as inovações sociais contemporâneas. Uma empresa moderna, sintonizada com a contemporaneidade, não pode sê-lo apenas nos seus negócios, nos seus produtos ou serviços e nos seus processos de produção e de gestão. Deve, além disso, manter uma relação com os seus funcionários e com o ambiente externo sintonizada com a contemporaneidade. Isso, por certo, tem a ver com a imagem da empresa, mas também tem a ver com a sua missão, o seu propósito, a sua razão de ser. Portanto, isso tem a ver com a capacidade da empresa de mobilizar capital humano e capital social, interno e externo.
IV - Os empreendedores empresariais querem ser modernos, querem estar na vanguarda, querem participar das inovações e, sobretudo, não querem ficar fora da nova onda e serem considerados ultrapassados.
V - Muitas empresas resolveram responder ao apelo da responsabilidade social com o chamado marketing social. Assim, passaram a exercer o seu investimento social privado também como um negócio. Viram que era bom para os negócios que a empresa aparecesse como uma empresa responsável socialmente. Ou viram, pelo menos, que o contrário não era muito bom para os negócios: empresas que não estão comprometidas – ou que não aparecem publicamente como comprometidas – com a qualidade de vida do meio social onde se inserem, dos seus stakeholders, sobretudo de seus clientes ou dos destinatários finais de seus produtos ou serviços, começaram a ficar mais vulneráveis a questionamentos dos consumidores e da opinião pública em geral, tal como já acontece, há mais tempo, com empresas não comprometidas com a conservação do meio ambiente natural.
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) IV e V
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
03 – A adesão crescente do empresariado ao conceito e à prática da responsabilidade social, deve-se à consciência de que não fazer isso pode acabar afetando negativamente os resultados econômicos da empresa.
a) Não.
b) Sim, pelo menos em parte.
c) Talvez.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
04 – O fato de muitos empresários terem aderido à responsabilidade social por razões de marketing é um grande problema? Por quê?
a) Sim, porque está deixando transbordar a lógica do mercado para a sociedade.
b) Não, pode ser um problema, mas não um grande problema e sim uma contingência da natureza da atividade empresarial: porque as razões de marketing constituem, de fato, a racionalidade e a “lógica” de funcionamento do mercado e não há como delas se desvencilhar quando se vem do mercado.
c) Sim, porque ao conceberem e praticarem dessa forma a responsabilidade social, muitas empresas estão perdendo preciosas oportunidades de se desenvolver e de contribuir para o desenvolvimento da sociedade a que pertencem.
d) Sim, porque embora o conceito de responsabilidade social não se aplique somente a organizações empresariais, a participação empresarial constitui, nas sociedades contemporâneas, um aporte necessário, imprescindível e insubstituível.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
05 – Marque as alternativas que, a seu ver, são desejáveis:
I - A empresa não pode (e não deve) replicar o padrão de relação do Estado com a sociedade, nem, muito menos, recair nos vícios desse tipo relação (como o assistencialismo, o clientelismo e a centralização).
II - O investimento social da empresa não tem a ver, nem apenas nem principalmente, com a aceitação de um apelo ético em virtude do “bom coração” (ou da “consciência culpada”) dos seus donos.
III - O investimento social da empresa não tem a ver, nem apenas, nem principalmente, com a visão instrumental, orientada pelo marketing, de que isso é bom para os negócios (em termos de crescimento dos lucros).
IV - O investimento social da empresa tem a ver com o desenvolvimento da empresa como um todo, com a sua sustentabilidade; ou seja, com as condições estruturais para que a empresa possa ser capaz de conservar a sua adaptação a um mundo em acelerada mutação.
a) I e II
b) I, II e III
c) I, II, III e IV
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
06 – A participação empresarial constitui, nas sociedades contemporâneas, um aporte necessário, imprescindível e insubstituível? Por quê?
a) Porque os Estados estão falidos e os recursos necessários para promover o desenvolvimento social estão nas empresas.
b) Porque o mundo empresarial desenvolveu padrões de excelência em gestão e em estratégia para a obtenção de resultados em sistemas complexos (como o são os mercados atuais) que podem se somar àqueles desenvolvidos pela moderna gestão pública.
c) Porque o exercício da responsabilidade corporativa tem caráter supletivo e se justifica pela ausência da ação estatal verificada nos dias de hoje.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
07 – É porque o Estado está se retraindo ou está sendo pouco eficaz, pouco eficiente ou pouco efetivo, que as empresas devem ser chamadas a vir “tapar o buraco”.
a) Sim.
b) Não.
c) Em parte.
08 – Uma empresa jamais poderá (e deverá) substituir o Estado ou compensar a sua falta. Sim ou não? Por quê? Se você disse sim, escolha abaixo a alternativa que lhe parece menos correta:
a) Porque empresas e Estado são tipos diferentes de agenciamento, têm “lógicas” diversas e suas ações são presididas por racionalidades distintas.
b) Porque o conhecimento acumulado por uma empresa, seu processo de aprendizado, sua experiência, sua visão da sociedade e seu modo de intervir não são os mesmos que aqueles característicos do Estado (e dos governos).
c) Porque a empresa é uma organização privada, que não deve ter a obrigação de prover bens e serviços públicos.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
09 – Como você definiria responsabilidade corporativa?
I - Capacidade da empresa de criar valor nas suas redes de relações.
II - Gestão preventiva de impactos econômicos, ambientais, sociais e políticos.
III - Sintonia da empresa com o desenvolvimento sustentável por meio do compromisso com uma agenda nacional (através de uma atuação em rede com diferentes atores sociais), com uma agenda local (onde a empresa está) e uma agenda de engajamento dos diversos públicos internos da empresa (por meio do investimento social privado e do voluntariado).
a) I
b) II
c) III
d) As alternativas I, II e III poderiam compor uma boa definição de responsabilidade corporativa (embora alternativa II seja meio defensiva e, além disso, incompleta; melhor seria dizer: gestão proativa dos recursos e dos impactos econômicos, ambientais, sociais e políticos).
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
10 – Uma empresa só pode ser sustentável se for capaz de exercitar a sua responsabilidade corporativa. Sim ou não? Por que? Se você disse sim, marque a(s) alternativa(s) que lhe parece(m) mais correta(s):
I - Porque a sustentabilidade de uma empresa tem a ver com as relações entre a sua atuação e o ambiente externo à empresa (o mundo, o país, a localidade onde está situada) e a empresa deve assumir na prática a responsabilidade pelos impactos (econômicos, sociais, ambientais e políticos) que a sua atuação produzirá nesse ambiente externo.
II - Porque a sustentabilidade de uma empresa tem a ver com as relações entre o ambiente interno e o ambiente externo à empresa e a empresa deve conseguir manter uma congruência dinâmica entre esses dois ambientes assumindo e exercendo a responsabilidade por monitorar e modificar continuamente a sua estrutura e a sua dinâmica para manter tal congruência.
III - Porque não é a empresa isoladamente que pode ser sustentável e sim a sua rede de relações, da qual participam seus diversos públicos, internos e externos e, assim, a empresa deve assumir a responsabilidade por tecer e animar essa rede de modo a permitir a emergência de processos sistêmicos de coordenação capazes de conservar a sua adaptação e a sua organização.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I e III
g) I, II e III
11 – O que chamamos de sustentabilidade da empresa (ou da sua rede de relações) ocorre somente enquanto a empresa se desenvolve. Sim ou não? Se você disse sim, marque a(s) alternativa(s) que lhe parece(m) mais correta(s):
I – A idéia de desenvolvimento está intimamente ligada à idéia de movimento (de formação, crescimento e mudança – que são movimentos) em direção à sustentabilidade.
II – Pode haver movimento sem haver desenvolvimento. Por exemplo, o simples crescimento de tamanho (no caso de uma empresa: de faturamento, de número de funcionários, de número de filiais) é um movimento, mas não é, por si só e necessariamente, desenvolvimento. Por isso desenvolvimento é algo mais do que crescimento.
III – No caso de sistemas formados por seres humanos, desenvolvimento só é desenvolvimento mesmo se for humano, social e sustentável. Essa é uma nova concepção de desenvolvimento, que vale para qualquer coletividade humana estável, seja uma sociedade, seja uma organização, como uma empresa.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I e III
g) I, II e III
12 – Ser sustentável é... (Examine as afirmativas abaixo e escolha as melhores alternativas):
I - Durar para sempre.
II - Continuar “vivo”.
III - Se desenvolver continuamente (segundo um ponto de vista sistêmico).
IV - Poder continuar mantendo a mesma identidade.
V - “Dançar conforme a música”.
VI - “Andar com as próprias pernas”.
VII - Mudar de acordo com a mudança das circunstâncias.
VIII - Conseguir fazer e refazer, continuamente, congruências múltiplas e recíprocas com o meio.
IX - Ser capaz de conservar a adaptação (ao meio) e a organização (interna).
X - Conservar sua adaptação ao meio em que existe, desde que, ao conservar sua adaptação, conserve também sua organização.
XI - Ser capaz de mudar o próprio programa de adaptação.
a) I, III, IV, VII, IX e XI.
b) II, III, V, VI, VIII e X.
c) I, IV, VII, VIII, X e XI.
d) Todas as alternativas são aceitáveis.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
13– Segundo o biólogo chileno Humberto Maturana (1985), “é a contínua produção e intercâmbio de seus componentes, o que caracteriza os seres vivos e é isto o que se perde no fenômeno da morte". As idéias de Maturana sobre esse processo de autopoiese (autocriação) que caracteriza os seres vivos, podem ajudar a compreensão da sustentabilidade das sociedades e organizações humanas? (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Não, as idéias de Maturana sobre os seres vivos não podem se aplicar às organizações.
II - Sim, as idéias de Maturana podem sugerir modelos para a compreensão da sustentabilidade, pois existem aspectos da vida, relativos à dinâmica da mudança estrutural e à conservação da adaptação, que se assemelham ao processo de desenvolvimento das organizações.
III - Sim, porque qualquer sistema constituído como unidade, como uma rede de produção de componentes que, em suas interações, geram a mesma rede que os produz e constituem seus limites como parte do próprio sistema no seu espaço de existência, é um sistema autopoiético. Os seres vivos são sistemas autopoiéticos moleculares e existem como tais no espaço molecular. Mas em princípio pode haver sistemas autopoiéticos em qualquer espaço no qual possa se realizar a organização autopoiética.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) Nenhuma das alternativas anteriores.
14 – Em relação a questão anterior (Questão 13): para Maturana, "nos sistemas em contínua mudança estrutural, como os seres vivos, a mudança estrutural se dá tanto como resultado de sua dinâmica interna, como desencadeado por suas interações com um meio que também está em contínua mudança”. Do que escreveu Maturana podemos inferir: (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Que a estrutura de cada ser vivo é, em cada instante, o resultado do caminho de mudança estrutural que seguiu a partir de sua estrutura inicial, como conseqüência de suas interações no meio em que lhe coube viver.
II - Que o que chamamos de vida é um exemplo de sustentabilidade, ou seja, é a capacidade de fazer e refazer, continuamente, congruências múltiplas e recíprocas com o meio.
III - Que a vida (como exemplo de sustentabilidade) é uma capacidade de “dançar conforme a música”.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I, II e III
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
15 – Ainda em relação à Questão 13: segundo Maturana, "um ser vivo conserva sua organização em um meio somente se sua estrutura e a estrutura do meio são congruentes e se esta congruência se conserva”. Fazendo um paralelo com organizações sustentáveis, podemos afirmar que: (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Considerando que essa congruência estrutural entre ser vivo e meio (seja qual for este meio) chama-se adaptação, uma organização continua existindo como tal (como um sistema) somente enquanto conserva a sua adaptação.
II - Todo sistema existe somente na conservação de sua adaptação e de sua organização e somente em circunstâncias nas quais a conservação de uma envolva a conservação da outra.
III - A estrutura presente de uma organização (sistema) é sempre o resultado de uma história na qual suas mudanças estruturais foram congruentes com as mudanças estruturais do meio.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I, II e III
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
16 – Jane Jacobs (2000), em “The nature of economies”, elencou três princípios fundamentais do desenvolvimento: 1) o processo de desenvolvimento implica diferenciações emergindo de generalidades. 2) as diferenciações se tornam generalidades das quais emergem novas diferenciações. 3) desenvolvimento depende de co-desenvolvimentos. A partir desses princípios podemos afirmar que, para Jacobs: (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Desenvolvimento sem uma rede de co-desenvolvimentos é tão impossível para uma economia como para um desenvolvimento biológico.
II - Desenvolvimento é um processo aberto que produz diversidade crescente, além de numerosas, múltiplas, intrincadas relações crescentes de co-desenvolvimento.
III - No que chamamos de desenvolvimento há um estupendo processo em ação: desenvolvimentos e co-desenvolvimentos através de diferenciações; expansão através da diversificação; continuidade através de auto-reabastecimento; estabilização através da autocorreção – todos ativados através de auto-organização imprevisível.
IV - O modelo de desenvolvimento é regulacional: o que chamamos de desenvolvimento é algo que acontece em rede e é essa rede que regula a adaptação, mudando seu programa de adaptação, ou seja, aprendendo (e isso é o que se chama de sustentabilidade ou desenvolvimento de um ponto de vista sistêmico).
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I, II e III
f) I, II, III e IV
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
17 – Quanto aplicado ao mundo empresarial, o conceito de sustentabilidade tem sido formulado assim: “Empresa sustentável é aquela que gera lucro para os acionistas, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente e melhora a vida das pessoas com que mantém interações” (Savitz e Weber, 2006). Na sua opinião, essa conceituação é adequada? (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Sim, pois é disso que se trata mesmo: sustentabilidade econômica (gerar lucros), sustentabilidade ambiental (proteger o meio ambiente) e sustentabilidade social (melhorar a vida das pessoas).
II - Não, o conceito de sustentabilidade vai além disso, conotando um sentido sistêmico que não pode ser adequadamente traduzido por uma soma de ações setoriais: econômicas, ambientais e sociais.
III - Não, pois embora qualquer empresa tenha como objetivo precípuo a geração de lucro e deva ter a responsabilidade suficiente para não destruir os recursos que serão necessários para a vida da geração presente e das gerações futuras e para não afetar negativamente as sociedades que sofrem o impacto de seu funcionamento, sua sustentabilidade não poderá ser conquistada (e não estará garantida) apenas com a efetivação dessas medidas.
IV - É imprecisa, pois não se trata exatamente de ‘proteger’ o meio ambiente e sim de promover a sua conservação dinâmica (isto é, dinamizando as potencialidades naturais latentes em prol do desenvolvimento).
V - É imprecisa, pois não se trata exatamente de ‘melhorar a vida das pessoas’ individualmente e sim de contribuir para a criação de ambientes que favoreçam o seu desenvolvimento humano e social.
VI - É incompleta, pois embora considere as dimensões econômicas, ambientais e sociais da sustentabilidade, não leva em conta a sua dimensão política.
a) I
b) II e III
c) II, III e IV
d) II, III, IV e V
e) II, III, IV, V e VI
f) Nenhuma das alternativas anteriores.
18 – Uma empresa isolada pode alcançar sustentabilidade? (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Não, sustentabilidade (ou desenvolvimento, numa visão sistêmica) é sempre a operação de uma rede de co-desenvolvimentos interdependentes.
II - Não, para alcançar a sustentabilidade a empresa deve fazer uma gestão adequada da rede de seus stakeholders (termo cunhado por Edward Freeman (1984) em “Strategic Management: a stakeholder aproach”, para designar qualquer pessoa que seja afetada, ou possa ser afetada, pelo desempenho de uma organização), voltada para o seu próprio desenvolvimento e para o desenvolvimento do mundo onde ela e seus parceiros atuam.
III - Não, o que chamamos de desenvolvimento (ou sustentabilidade segundo um modelo regulacional e não transformacional ou variacional) é algo que acontece em rede: é a rede que regula a adaptação, mudando seu programa de adaptação, ou seja, aprendendo (e é isso o que se chama de sustentabilidade ou desenvolvimento, na nova concepção sistêmica).
a) I e II
b) II e III
c) I e III
d) I, II e III
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
19 – Uma empresa pode alcançar sustentabilidade apenas por razões empresariais? (Examine as afirmativas abaixo e escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Não, empresas não são o que parecem: a primeira vista são enterprises de um empreendedor que arregimenta subordinados em troca de um pagamento, mas nenhuma empresa poderá se tornar sustentável por razões exclusivamente empresariais, sem alavancar recursos novos (baseados no engajamento voluntário, no entusiasmo para criar e para inovar) que não podem ser obtidos apenas em troca de remuneração.
II - Não, as empresas devem ter uma causa e devem contar com trabalho voluntário de seus colaboradores em torno dessa causa (transformando-os em agentes do desenvolvimento da empresa e do mundo onde a empresa atua).
III - Não, pois como disseram James Collins e Jerry Porras (1995), em “Built to last: successful habits of visionary companies”, “a empresa será cada vez mais mantida pela ideologia. As pessoas ainda têm uma necessidade humana de pertencer a algo de que possam se orgulhar. Elas necessitam de valores e de um objetivo que dá significado às suas vidas e aos seus trabalhos. Elas precisam estar ligadas a outras pessoas, compartilhando com elas crenças e aspirações em comum”.
IV - Não, porque como escreveu Arie de Geus (1997) em "The living company" "uma empresa viva saudável terá membros, representados por pessoas e outras instituições, que aderirão a um conjunto de valores comuns e que acreditarão que os objetivos da empresa tanto lhes permitem alcançar seus próprios objetivos individuais como os ajudam nesse sentido".
a) I
b) I e II
c) I, II e III
d) I, II, III e IV
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
20 – John Elkington (1998), em “Cannibals with Forks: the Triple Bottom Line of 21st Century Business”, propôs o conceito de “Tríplice Resultado”, sugerindo que as empresas avaliem o sucesso não só com base no desempenho financeiro (lucro, retorno sobre o investimento – ROI, ou valor para os acionistas), mas também sob o ponto de vista de seu impacto sobre a economia mais ampla, sobre o meio ambiente e sobre a sociedade em que atuam. Não estaria faltando uma dimensão no esquema, relativa aos impactos Políticos da atuação da empresa?
a) Não, a dimensão política já está presente implicitamente nos fatores considerados.
b) Não, a ação empresarial não pode se intrometer na dimensão política.
c) Sim.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
21 – Em relação à questão anterior (Questão 20), podemos afirmar que não adianta nada para uma empresa exercer a sua responsabilidade econômica, ambiental e social se não exercer também a sua responsabilidade política? Se sim, quais os indicadores que você sugere para uma quarta coluna a ser acrescentada na tabela acima (a coluna da dimensão política)? (Examine as afirmativas abaixo e escolha as melhores alternativas):
I - Programas inovadores de promoção do desenvolvimento (pois uma empresa que exerce a sua responsabilidade corporativa promovendo programas conservadores (não-inovadores) de caráter assistencialista, clientelista ou centralizador não contribui para a conquista da sustentabilidade).
II - Adoção de padrões de organização em rede dentro e fora da empresa, por meio de uma adequada gestão de redes de stakeholders (pois uma empresa que adota padrões verticais, hierárquicos ou piramidais, na sua organização interna e no relacionamento com seus stakeholders, não contribui para a conquista da sustentabilidade).
III - Adoção de critérios éticos, democráticos e de desenvolvimento para o seu relacionamento com o sistema político (pois uma empresa que financia campanhas de políticos corruptos ou apóia agentes, governos, partidos e organizações não comprometidos com a democracia e o desenvolvimento, não contribui para a conquista da sustentabilidade).
IV – Grau de alinhamento a partidos que de fato representam os interesses da maioria da população.
V – Colaboração com os governos legitimamente eleitos, pois faz parte da responsabilidade política de uma empresa não criar dificuldades para a boa administração pública.
a) I e II
b) III e V
c) II e IV
d) I, II e III
e) III, IV e V
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
22 – Ainda em relação à Questão 20: de que maneira o setor empresarial deveria – prioritariamente – influir na política? (Examine as afirmativas abaixo e escolha as melhores alternativas):
I - Financiando candidaturas para garantir a boa-vontade dos representantes eleitos e a sua sintonia com as necessidades setoriais da indústria, do comércio, da agricultura, dos transportes e dos serviços financeiros.
II - Articulando bancadas parlamentares que defendam os interesses do empresariado.
III - Encomendando estudos de alto nível sobre os grandes impasses estratégicos do país e ofertando tais estudos às autoridades.
IV - Influindo na pauta política a partir da mobilização empresarial de forças sociais expressivas, que não podem ser arregimentadas somente dentro das fronteiras das organizações corporativas patronais ou empresariais.
V - Mobilizando a sociedade em torno de uma agenda estratégica para o Brasil (que, partindo da defesa da democracia e do desenvolvimento possa chegar ao detalhamento de propostas concretas para a reforma fiscal, para a segurança jurídica, para a segurança pública, para a infra-estrutura, para a educação, para a governança pública e para as reformas política e administrativa).
a) I e II
b) II e III
c) IV e V
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
23 – Mais uma vez em relação à Questão 20: de que maneira o setor empresarial poderia assumir a sua responsabilidade política? (Examine as afirmativas abaixo e escolha as melhores alternativas):
I - Aprendendo a articular politicamente os seus interesses e, sobretudo, a sua causa (pois empresas em uma realidade social complexa não têm como abrir mão da política).
II - Exercitando uma legítima ação política empresarial, que vai além, muito além, da defesa de interesses corporativos, por mais justos que sejam (pois se o setor empresarial não assumir protagonismo, falando para os outros dois setores – para o primeiro setor (o Estado) e para o terceiro setor (a Sociedade Civil) – não se transformará num ator político capaz de tomar iniciativas para construir arranjos mais virtuosos entre os diversos atores desses setores).
III - Elaborando e articulando projetos sustentáveis ou programas de sustentabilidade (pois não é apenas pagando impostos, gerando empregos e produzindo riquezas, protegendo o meio ambiente e tentando melhorar a vida das pessoas individualmente que o setor empresarial poderá cumprir o seu papel promotor do desenvolvimento).
a) I e II
b) II e III
c) I, II e III
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
24 – O Brasil foi um dos países que experimentaram o maior crescimento econômico em passado recente e, no entanto, foi também um dos países do mundo que mais aumentaram a distância entre crescimento econômico e desenvolvimento social. Por quê? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Porque crescemos concentrando e não distribuindo a renda.
II - Porque somente o crescimento não é suficiente para promover o desenvolvimento, uma vez que, se o PIB aumentar, a renda tenderá a permanecer concentrada enquanto a riqueza, o conhecimento e o poder não forem mais bem distribuídos.
III - Porque para que a renda produzida se distribua elevando as condições de vida da população é preciso que as pessoas tenham acesso à riqueza, ao conhecimento e ao poder. Assim, é preciso investir simultaneamente no incremento de todos estes fatores.
a) I
b) I e II
c) II e III
d) I e III
e) I, II e III
f) Nenhuma das alternativas anteriores.
25 – Quando falam em desenvolvimento, as pessoas imaginam logo que se trata de um processo para aumentar a prosperidade econômica de uma sociedade – em geral de um país – que, então, ao se desenvolver, ficaria mais rico. Assim, concluem que o desenvolvimento tem a ver com o conjunto da atividade econômica, que passaria a gerar mais riqueza. O que podemos fazer para promover o desenvolvimento? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Investir em fatores como: infra-estrutura pública de apoio para empreendimentos produtivos; crédito e linhas especiais de financiamento.
II - Fornecer incentivos fiscais.
III - Investir em qualificação da mão-de-obra.
IV - Promover a desburocratização e aumentar a capacidade gerencial.
V - Construir um ambiente legal e sistemas de governança, de proposição e aprovação de leis e de distribuição de justiça que facilitem a atividade empresarial, dêem segurança aos investidores e diminuam os custos de transação.
VI - Promover e manter estabilidade monetária e responsabilidade fiscal.
VII - Manter um estoque suficiente de reservas internacionais e política econômica estimuladora de crescimento (sobretudo no que tange ao câmbio e aos juros).
VIII - Prover sistemas de comercialização e celebrar acordos de comércio que protejam os mercados e os produtos internos e possibilitem a colocação desses produtos, com vantagens competitivas, em mercados externos, normas alfandegárias e sanitárias que facilitem a importação e a exportação etc.
IX - Todas as afirmativas acima estão corretas, no entanto, elas não significarão necessariamente desenvolvimento se não redundarem em um aumento da capacidade das pessoas para que elas possam superar problemas e aproveitar oportunidades, exercitando seu empreendedorismo.
X - Todas as afirmativas acima estão corretas, no entanto, elas não significarão necessariamente desenvolvimento se não redundarem na construção de ambientes sociais favoráveis ao florescimento dos negócios, ou seja, na articulação de redes que encorajem as pessoas, individual e coletivamente, a exercitar sua criatividade, gerando novas soluções.
a) I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII
b) IX
c) X
d) IX e X
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
26 – Para promover um crescimento do PIB a altas taxas e durante um tempo suficiente para desencadear o desenvolvimento, o que não devemos fazer? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Manter a inflação alta, o ágio alto no mercado paralelo e déficits orçamentários altos.
II - Adotar taxa de juro real fortemente negativa, restrições ao livre comércio e excessiva regulamentação.
III - Implementar políticas industriais que subvencionem algumas indústrias em detrimento de outras.
IV - Manter serviços públicos precários (energia elétrica, linhas telefônicas, rodovias e outras vias e portos, saúde, água, esgotos, irrigação, serviços postais, saneamento básico e educação) ou interferir demasiadamente no setor privado que oferece tais serviços.
V - Descumprir as leis – sobretudo a partir dos governos – e tolerar a corrupção.
VI - Desrespeitar contratos ou permitir a instabilidade regulatória (tanto no que diz respeito à adoção de um marco legal inadequado, insuficiente ou excessivo, quanto no que tange à sua aplicação ineficaz pelo judiciário) e altas doses de poder discricionário dos governos sobre pessoas físicas e jurídicas.
VII - Alimentar uma grande burocracia, sobretudo se composta por indicações políticas e não por mérito.
VIII - Ter bancos centrais dependentes de orientações político-partidárias, quer dizer, de governos de um partido ou, mesmo, formados a partir de coligações político-partidárias.
IX - Adotar políticas públicas que punam a aquisição de renda, criando incentivos negativos para que as pessoas tomem a iniciativa de gerar renda (como, por exemplo, aplicando programas assistencialistas e clientelistas).
X - Manter governos autocráticos ou autoritários ou democracias formais com alto grau de antagonismo social ou étnico.
XI - Enfraquecer a sociedade civil.
XII - Dificultar a emergência de uma classe média vigorosa.
XIII - Permitir a conformação de um ambiente institucional e de um “clima” nos negócios que desestimule ao invés de atrair o investimento estrangeiro direto e a importação de máquinas, de pessoas empreendedoras e de cérebros inovadores.
XIV - Desestimular o empreendedorismo, dificultar a abertura, o funcionamento e o fechamento de empresas e desincentivar a inovação tecnológica.
XV - Conviver com um alto grau de desigualdade.
XVI - Todas as alternativas acima estão corretas.
XVII - Mesmo se não fizermos nada disso, não fica garantida a ocorrência do “espetáculo do crescimento”, porque nada disso garante a combinação sinérgica dos vários fatores (muitos dos quais desconhecidos) capazes de promover tal espetáculo.
a) I a XV
b) XVI
c) XVII
d) XVI e XVII
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
27 – Em relação à questão anterior (Questão 26), escolha a(s) melhor(es) alternativa(s):
I - A resposta correta é a ‘c, até porque sempre podem acontecer imprevistos que desarrumem tudo, uma vez que, a rigor, todas as economias contemporâneas são instáveis e dependem de fatores sobre os quais não se tem controle.
II - Um sobrepasso no processo de crescimento depende, mais do que de qualquer outra coisa, da boa-sorte.
III - Não adianta a vontade política de um governo imbuído de boas intenções e munido de boas orientações: governos não podem gerar crescimento; em muitos casos, mais atrapalham do que ajudam.
IV - Quem gera crescimento é o mercado.
V - O mercado, ao que tudo indica, por si só também não gera crescimento, o que significa que estamos aqui diante de uma combinação complexa de vários tipos de agenciamento, de vários atores e de vários fatores.
VI - Parece que não existe uma receita para o crescimento, ou melhor, para o crescimento a altas taxas durante um tempo suficiente para promover o desenvolvimento.
VII - Talvez o desenvolvimento não seja resultado do crescimento. Talvez a expansão econômica seja um dos aspectos de um processo mais integral e sistêmico, que aparece como crescimento do PIB quando olhado de um ponto de vista econômico quantitativo, mas que só aparece assim quando outros fatores extra-econômicos, muitos dos quais qualitativos e para os quais costumamos não olhar, apresentam também modificações correspondentes.
VIII - Talvez o crescimento (sustentado) não seja, como se acredita, a causa do desenvolvimento (sustentável) e sim um dos seus efeitos, inclusive um dos efeitos do chamado desenvolvimento econômico, o qual, por sua vez, também não se verifica somente em função do crescimento absoluto do produto, mas sim quando aumenta a prosperidade econômica de uma sociedade, quando aumenta o grau de realização distribuída da propriedade produtiva, quando a riqueza se espalha para mais pessoas que empreendem economicamente gerando uma dinâmica que aumenta a produção diversificada e a circulação de mercadorias (e de moeda, inclusive).
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) V
f) II e IV
g) VI, VII e VIII
h) Nenhuma das alternativas anteriores.
28 – Por que as fórmulas que foram tentadas pelas instituições financeiras internacionais para estimular o crescimento em Estados-nações pouco desenvolvidos ou em desenvolvimento não deram certo (a saber: ajuda para o desenvolvimento na forma de investimentos mínimos necessários para a arrancada ou de investimentos em máquinas – empréstimos para construção de fábricas e equipamentos –, para controle populacional, empréstimos para reformas administrativas e, inclusive, perdão da dívida)? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Porque o crescimento não pode ser desencadeado de fora para dentro.
II - Porque investimento, ao contrário do que se acreditou por tanto tempo, não significa necessariamente crescimento.
III - Porque não se sabe como o crescimento populacional afeta o PIB per capita (ao que tudo indica não há relação significativa alguma entre esses dois fatores).
IV - Porque reformas administrativas bancadas de fora e perdão da dívida também não resultam em nada se as elites políticas locais – sobretudo em países com sociedades civis frágeis e democracias de baixa intensidade – puderem se aproveitar dessas medidas para aumentar seu poder discricionário sobre os cidadãos, para enfraquecer as instituições ou para roubar mais.
V - Porque o erro está na unidade que se quer fazer crescer: o Estado-nação (ou melhor, o modelo europeu de Estado-nação – um produto da guerra – que se universalizou nos últimos 150 anos sem ter sido bem absorvido pela imensa maioria das culturas e das territorialidades e que está se revelando inviável como modelo geral do ponto de vista do desenvolvimento).
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) V
e) Todas as afirmativas são aceitáveis
f) Nenhuma das alternativas anteriores.
29 – Se as pessoas não desenvolverem suas habilidades e competências e se as sociedades não empoderarem seus membros para que eles tenham confiança em si mesmos e nos seus semelhantes, coragem para empreender e segurança para inovar, pode haver desenvolvimento? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Sim, se houver um crescimento do PIB a altas taxas durante um tempo relativamente longo, pois tal crescimento dinamizará economicamente a sociedade de tal modo que as pessoas serão compelidas a desenvolver suas capacidades para se inserir em um mercado dinâmico e em expansão.
II - Não, porque o desenvolvimento depende de outras variáveis além da renda e, assim, não basta crescer economicamente, aumentando o PIB ou a renda per capita da população, imaginando que todas as outras coisas virão naturalmente em decorrência. (É bem provável que isso possa até alargar o fosso da desigualdade, o que não produzirá desenvolvimento humano nem social sustentável).
III - Não, porque para que a renda produzida se distribua elevando as condições de vida da população é preciso que as pessoas tenham acesso à riqueza, ao conhecimento e ao poder. Assim, é preciso investir no incremento de todos estes fatores.
IV - Não, porque desenvolvimento mesmo só ocorrerá quando surgirem novos e múltiplos laços de realimentação de reforço nas relações entre a renda e as outras variáveis do desenvolvimento, como a riqueza, o conhecimento, o poder; por exemplo, quando mais conhecimento gerar mais poder, que gerar mais riqueza, que gerar mais renda, que gerar mais conhecimento etc.
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) II e III
f) II, III e IV
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
30 – Pode-se dizer que além da renda e da propriedade produtiva, da riqueza, daquilo que poderíamos chamar de "capital empresarial", existem ainda o "capital humano", o "capital social" e o "capital natural". Quais são os fatores, considerados extra-econômicos, mais decisivos no processo de desenvolvimento? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - O capital humano, que se refere mais diretamente ao conhecimento, ao know how e à capacidade de criá-lo e recriá-lo – o que envolve a educação, a saúde, a alimentação e a nutrição, a cultura e a pesquisa, e várias outras áreas, sobretudo, o empreendedorismo. Este é o fator mais decisivo, porque baixos níveis de capital humano indicam baixos níveis de desenvolvimento humano. Faz diferença se temos uma sociedade, como a belga, em que a escolaridade média do trabalhador é de 12 anos ou se temos uma sociedade, como a brasileira, que mal alcança o patamar de 6 anos. Essa diferença é de capital humano.
II - O capital social, que diz respeito aos níveis de organização, de conexão horizontal e de regulação democrática de uma sociedade. Este é o fator mais decisivo, porque existe uma relação direta entre os graus de associacionismo, confiança e cooperação atingidos por uma sociedade democrática organizada do ponto de vista cívico e cidadão e a boa governança e a prosperidade econômica. Tal relação pode ser compreendida como capital social. Baixos níveis de capital social indicam baixos níveis de desenvolvimento social. Faz diferença se temos uma sociedade, como a italiana do norte, entrelaçada na sua base por miríades de instituições de opinião e interesse, ou se temos uma sociedade, como a romena, incipiente do ponto de vista organizacional. Esta diferença é de capital social.
III - O capital natural, que diz respeito às condições ambientais e físico-territoriais herdadas, regeneradas ou (re)construídas. Este é o fator mais decisivo, porque faz diferença plantar nos solos férteis da Ucrânia ou no pampa argentino e no semi-árido do Brasil. Ainda que, se houver desenvolvimento científico-tecnológico, a fruticultura irrigada no semi-árido brasileiro possa vir a ser mais rentável do que uma lavoura tradicional naquelas terras férteis.
IV - Não se pode afirmar que algum dos fatores acima seja mais decisivo do que os outros porque a equação do desenvolvimento relaciona todas essas variáveis de uma maneira ainda desconhecida.
V - Em um certo sentido pode-se afirmar que o capital social é um recurso, senão mais decisivo, pelo menos diferente dos demais porquanto apresenta uma característica mais sistêmica (relativa ao ambiente – ou à rede social – onde ocorre o fenômeno de mudança social que interpretamos como desenvolvimento). Não é à toa que capital social baixo indica baixos índices de desenvolvimento e capital social alto indica altos índices de desenvolvimento (o que não ocorre com os outros capitais econômicos ou extra-econômicos).
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I e II
f) V
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
31 – Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s):
I - O crescimento de uma empresa é a mesma coisa que o seu desenvolvimento porque em uma economia de crescimento, se uma empresa não crescer ela vai ficar para trás e vai ser superada (e no limite inviabilizada) pela concorrência.
II - A única maneira inequívoca de medir o desenvolvimento de uma empresa é verificando o sucesso de seus negócios e esse sucesso só pode ser avaliado em termos do incremento de seus ativos financeiros.
III - Uma empresa pode ser desenvolver sem mudar o seu ambiente interno para se adaptar à mudanças do meio em que atua.
IV - A empresa não é o prédio em que funciona, não são os papéis onde estão escritos seu contrato social e outros documentos, nem os armários onde estes papéis estão arquivados, nem as máquinas e os equipamentos, nem os estoques de matéria-prima, nem suas contas bancárias e suas demais propriedades, marcas ou mesmo as tecnologias que desenvolveu (se não existirem pessoas que saibam acessar, compreender e aplicar tais recursos e tecnologias). A empresa são as pessoas que a constituem e as pessoas que, individualmente ou em grupo, se relacionam com ela.
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I e II
f) III e IV
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
32 – Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s):
I - É possível que uma empresa cresça sem se desenvolver. Neste caso, muitas vezes, não precisamos investir no seu capital humano e no seu capital social.
II - O maior capital de uma organização é o seu pessoal: as qualidades de cada uma das pessoas que a constituem e o modo como essas pessoas interagem, dentro e fora da empresa; ou seja, o seu padrão de organização e de relacionamento, interno e externo. Assim, se quisermos que uma empresa se desenvolva temos que investir no seu capital humano e no seu capital social.
III - O desempenho da organização também depende do capital humano e do capital social que está no ambiente no qual ela se relaciona. Uma organização imersa em um ambiente que apresente níveis baixíssimos de capital humano e de capital social terá imensas dificuldades para se desenvolver, mesmo que seus estoques próprios desses "capitais" sejam volumosos e de boa qualidade (o que seria um caso raro, uma vez que as pessoas que constituem uma organização em geral integram outras instituições que compõem o ambiente externo da organização).
IV - O desenvolvimento de uma organização depende sempre das relações que ela estabelece dentro de suas fronteiras e das relações que atravessam essas fronteiras. Ou seja, depende do ambiente interno e do ambiente externo e, sobretudo, das relações que se efetivam entre o que está dentro e o que está fora.
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I e II
f) I, II e III
g) I, II, III e IV
h) Nenhuma das alternativas anteriores.
33 – Uma empresa só pode se desenvolver se conseguir criar um ambiente interno favorável ao desenvolvimento. Sim ou não? Se sim, escolha a(s) alternativa(s) que lhe parece(m) mais correta(s):
I - Um ambiente interno favorável ao desenvolvimento da empresa é aquele que possibilita o aumento da quantidade e/ou da qualidade do seu capital humano e do seu capital social.
II - Um dos principais elementos do capital humano é a capacidade que as pessoas têm de fazer coisas novas, exercitando a sua imaginação criadora – o seu desejo, sonho e visão – e se mobilizando para adquirir os conhecimentos necessários, capazes de permitir a materialização do desejo, a realização do sonho e a viabilização da visão. Ora, isso tem um nome: chama-se ‘empreendedorismo’. Portanto, para ter um ambiente interno favorável ao desenvolvimento, a empresa precisa ter, em primeiro lugar, um ambiente favorável à inovação.
III - Um ambiente favorável à inovação depende de fatores internos e externos. Os fatores internos favoráveis à inovação dependem da liberdade para criar e da ousadia de inventar, o que é função, por sua vez, da cultura empreendedora da organização.
IV - A organização é mais do que a soma das pessoas que a constituem e que se relacionam com ela. A organização é uma realidade social e não apenas multipessoal. Isso significa que a organização não depende apenas do fator humano, mas também do fator social. E isso significa que um ambiente interno favorável ao desenvolvimento, além de ser função do capital humano, é também função do capital social.
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I e II
f) I, II e III
g) I, II, III e IV
h) Nenhuma das alternativas anteriores.
34 – Do ponto de vista do capital social, a criação de um ambiente interno favorável ao desenvolvimento da organização depende de que fatores ou circunstâncias? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Da maneira como as pessoas convivem – as emoções e as razões (extra-econômicas) pelas quais permanecem juntas naquela organização.
II - Da forma como as pessoas se relacionam.
III - Do modo como as pessoas regulam seus conflitos e se conduzem coletivamente.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I e III
g) I, II e III
h) Nenhuma das alternativas anteriores.
35 – Uma organização capaz de se desenvolver existe como tal na medida em que... (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - As pessoas que a constituem tenham um propósito convergente, compartilhem valores e crenças e formem algum consenso em torno de objetivos e metas. Em outras palavras, uma organização capaz de se desenvolver existe na medida em que as pessoas nela envolvidas tenham um projeto comum e uma causa.
II - As pessoas aceitem conviver (ou pelo menos coexistir) – o que implica algum grau de respeito à autonomia e alguma disposição de aceitação das diferenças. Em outras palavras, a organização existe na medida em que haja aceitação do outro. Isso, antes de ser fruto de um cálculo racional, é a manifestação de uma emoção que permite a presença do outro no nosso próprio espaço de vida.
III - As pessoas se relacionem de uma determinada maneira estável, exercitando a complementaridade e a parceria e, enfim, que sejam, de algum modo, interdependentes.
IV - Todas as alternativas acima estão corretas porquanto a combinação ou incidência simultânea de capacidade de construir projetos comuns, aceitação do outro e dinâmica de interdependência tem um nome: chama-se ‘cooperação’. E, do ponto de vista do capital social, a cooperação é o primeiro fator para a criação de um ambiente interno favorável ao desenvolvimento da organização.
a) I
b) II
c) III
d) IV
e) I e II
f) II e III
g) III e IV
h) Nenhuma das alternativas anteriores.
36 – Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s):
I - A cooperação, que faz as pessoas permanecerem juntas em uma mesma organização, além do salário que recebem ou do lucro que auferem, não pode se instalar, se ampliar e se reproduzir na organização como um todo se as pessoas se relacionam apenas de maneira vertical, piramidal, em uma cadeia de subordinação, cada uma sempre dependendo de outra para fazer qualquer coisa.
II - Padrão vertical de organização, subordinação e dependência impedem a geração, a acumulação e a reprodução do capital social. Para que o capital social possa ser gerado, acumulado e reproduzido, é necessário que as pessoas se conectem, umas com as outras, segundo um padrão horizontal de organização, que não sejam em tudo sempre subordinadas umas às outras e que sejam interdependentes em vez de dependentes.
III - A capacidade de estabelecer ligações entre os seus membros dá a medida da conectividade interna da organização. Se essas relações forem horizontais, teremos uma conectividade horizontal que enseja a circulação da informação, dissolvendo os núcleos burocráticos baseados no segredo e favorecendo a desconcentração do saber.
IV - A conectividade horizontal, combinada com a interdependência, leva as pessoas a estabelecerem relações de parceria entre si em vez de ficarem o tempo todo possuídas pela preocupação de "quem vai mandar em quem". Conectividade horizontal e interdependência conduzem à autonomia das pessoas e não à subordinação. Além disso, assim como para haver cooperação, é necessário que as pessoas compartilhem valores e objetivos comuns, ou seja, que tenham um projeto comum.
V - Não se pode criar um clima interno favorável ao desenvolvimento se as pessoas não participam voluntariamente de ações conjuntas. E isso elas só farão na medida em que compreendam que estão compartilhando um (mesmo) projeto ou uma causa.
VI - A participação leva ao aparecimento de múltiplos líderes. Em cada atividade conjunta, participada voluntariamente, emergem líderes espontaneamente. Isso cria uma rica diversidade de iniciativas e de pessoas dispostas a assumir responsabilidades, o que contribui para uma desconcentração do poder.
a) I
b) I e II
c) I, II e III
d) I, II, III e IV
e) I, II, III, IV e V
f) I, II, III, IV, V e VI
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
37 – Uma organização capaz de se desenvolver existe como tal na medida em que... (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Exista projeto comum, conectividade horizontal e interdependência, que levam, através da multiplicação de relações de parceria, à constituição de comunidade.
II - Se instale, dentro da organização, uma cultura de rede, ou seja, uma prática de network (em vez de uma cultura de mainframe) e de networking (de trabalhar em rede em vez de uma prática de concentrar saber e poder para mandar os outros fazerem as coisas que queremos que elas façam por nós).
III - Pessoas possam se conectar horizontalmente com pessoas a partir de normas e valores comuns, por ligações livres (isto é, não impostas por alguém que tem poder e não condicionadas por fatores imunes à vontade do sujeito, como raça e parentesco), e não imediatamente interessadas.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) I, II e III
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
38 – Para que possa se desenvolver, em quaisquer circunstâncias, uma empresa depende, dentre inumeráveis outros fatores, sempre de dois fatores: o capital humano e o capital social existentes nos ambientes das suas relações externas. Sim ou não? Se você disse sim, escolha a(s) melhor(es) alternativa(s):
I - O desempenho da organização também depende do capital humano e do capital social que está no ambiente no qual ela se relaciona. Uma organização imersa em um ambiente que apresente níveis baixíssimos de capital humano e de capital social terá imensas dificuldades para se desenvolver, mesmo que seus estoques próprios desses "capitais" sejam volumosos e de boa qualidade – o que seria um caso raro, uma vez que as pessoas que constituem uma organização em geral integram outras instituições que compõem o ambiente externo da organização.
II - Quanto mais relações interorganizacionais intersetoriais a organização mantiver, mais condições ela terá de se aproveitar do capital humano e do capital social existentes no meio exterior.
III - Um efeito benéfico do meio sobre a organização só acontecerá quando as relações estabelecidas entre a organização e o meio forem relações de parceria – quer dizer, relações cooperativas, em rede e democráticas. E, além disso, se forem relações que estimulem os parceiros a exercitarem seu empreendedorismo, ou seja, se forem articuladas em torno de um programa inovador.
IV - Relações interorganizacionais de parceria são relações de mão dupla. Nesse tipo de relação, ambos os parceiros ganham e a organização não poderá auferir nenhum efeito benéfico do meio se ela também não beneficiar o meio.
a) I e II
b) III
c) III e IV
d) I, III e IV
e) I, II, III e IV
f) Nenhuma das alternativas anteriores.
39 – Uma empresa não pode auferir os efeitos benéficos do meio – em termos de incorporar capital social proveniente das suas relações externas – (e não beneficiará o meio) se... (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Se essas relações forem baseadas no padrão de jogo ganha-perde (o outro tendo que perder para que a gente possa ganhar ou vice-versa).
II - Se essas relações forem verticais, de subordinação dos outros a nós (ou de nossa sujeição aos outros).
III - Se essas relações forem baseadas em modos violentos ou coercitivos de regulação dos conflitos que porventura possam surgir (fazendo valer a nossa força para dizer o que os outros devem ou não devem fazer a partir da nossa vontade ou sendo submetidos à vontade alheia contra as nossas opiniões e interesses).
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III
f) I, II e III
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
40 – Democracia é uma coisa que só pode valer para "fora" e não para "dentro" de uma organização empresarial. Sim ou não? Por quê? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Sim, porque, como é que uma empresa poderia ser democrática, submetendo o dinheiro do dono ou o capital dos acionistas às decisões daqueles que nem tiveram a idéia, não foram empreendedores e não entraram com nenhum tostão para constituí-la? É óbvio que não poderia!
II - Sim, toda empresa tem que ter um dono, porque, como diz o ditado: "quem engorda o gado é o olho do dono".
III - Ambos os argumentos acima (I e II) estão corretos, porque as coisas ainda são assim na civilização em que vivemos.
IV - Não, porque a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento da organização depende do modo pelo qual as pessoas decidem o que vão e o que não vão fazer coletivamente.
V - Não, se quisermos que a organização seja capaz de se desenvolver (e não apenas crescer) em consonância com as mudanças do mundo hodierno. Para tanto, precisamos aprender a suportar e valorizar a diferença, a conviver com o contrário e a adotar um modo democrático de lidar com os conflitos que, necessariamente, vão surgir quando as opiniões das pessoas forem liberadas. Ora, isso implica praticar democracia dentro da organização.
a) I e II
b) III
c) IV e V
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
41 – Rede social implica necessariamente democracia? (Examine sobre isso as afirmativas abaixo e escolha as alternativas não incompatíveis com a idéia de democracia, no sentido “forte” do conceito):
I – Sim, do ponto de vista da rede, democracia é uma espécie de “metabolismo” próprio de um tipo de topologia: a distribuída. Quanto mais distribuídas forem as redes sociais, mais seu “metabolismo” será democrático (e vice-versa, quanto mais centralizada ou descentralizada – quer dizer, multi-centralizada – for a topologia da rede social, menos democrático será o seu “funcionamento”). A democratização vai, assim, na razão direta da distribuição.
II - Sim, democracia surge como movimento (lato sensu) contra a centralização que impede o “funcionamento” da rede social (e se quisermos trabalhar com uma imagem contemporânea, podemos encarar a centralização como um programa que foi instalado na rede social para selecionar caminhos, privilegiando algumas conexões em detrimento de outras).
III – Sim, embora a descentralização já seja – em princípio – um passo democratizante (em relação à centralização, quer dizer, à monocentralização), ela permanece sendo um conjunto de centralizações e nada indica que uma estrutura descentralizada favoreça ao avanço da democratização (que só avança na medida da distribuição).
a) I e II
b) II e III
c) I e III
d) I, II e III
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
42 - Rede social implica desenvolvimento local? (Examine sobre isso as afirmativas abaixo e escolha as alternativas não incompatíveis com a idéia de democracia, no sentido “forte” do conceito):
I – Sim, do ponto de vista das redes, desenvolvimento é um tipo de mudança que se processa na dinâmica das fluições em aglomerados. O desenvolvimento está, assim, intimamente relacionado ao que chamamos de clustering.
II – Sim, os clusters constituem “regiões” da rede social onde se pode reduzir os graus de separação (ou a extensão característica de caminho) e é por isso que todo desenvolvimento é local. Local – do ponto de vista da rede – já é uma “clusterização” (que é um processo de ‘localização’, no sentido forte do termo, quer dizer, no sentido de redução do tamanho do mundo: em termos sociais, é claro, não geográfico-populacionais).
III – Sim, do ponto de vista da rede social todo desenvolvimento é um fenômeno local e significa uma nova dinâmica, uma nova efervescência social, característica de um cluster. Esse fenômeno, alterando o ritmo da fluição ou o volume e a freqüência dos trânsitos de mensagens no espaço-tempo dos fluxos, modifica os papéis sociais assumidos pelos atores, ora transformando-os em encruzilhadas-nodos de mais fluxos, vale dizer, em hubs, ora ensejando que um nodo qualquer, mesmo situado na periferia do sistema, assuma maior protagonismo, quando as mensagens que emite são amplificadas e potencializadas em virtude de múltiplos laços de realimentação de reforço que necessariamente ocorrem com o aumento da conectividade dentro da “região” (transformando-os em inovadores; ou seja, em agentes de desenvolvimento)
IV - Sim, os clusters tendem a se tornar comunidades de projeto – ou redes comunitárias de desenvolvimento – empoderando seus elementos, ou seja, encorajando-os a assumir maior protagonismo, tanto no que tange ao seu empreendedorismo político (transformando-os em netweavers), quando no que tange ao seu empreendedorismo social e empresarial (transformando-os em inovadores).
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) I, II e III
e) II, II e IV
f) I, II, III e IV
g) Nenhuma das alternativas anteriores.
43 - Democracia implica necessariamente rede social? (Examine sobre isso as afirmativas abaixo e escolha as alternativas não incompatíveis com a idéia de democracia, no sentido “forte” do conceito):
I – Sim, do ponto de vista da democracia, as redes sociais nada mais são do que a própria sociedade em processo de democratização. Quanto mais democratizados forem os procedimentos, mais distribuída será a rede social; quanto menos democratizados, mais centralizada será a rede social – quer dizer, mais hierarquizada será a sociedade.
II – Sim, sem democracia não pode haver rede social propriamente dita, quer dizer, rede distribuída.
III – Nem sempre. A democracia pode ou não implicar rede social (distribuída). Do contrário nunca teria existido experiência democrática no mundo.
IV – Pode até ser correta a resposta ‘sim’ a essa questão, mas essa não é a abordagem típica da política, a qual não se interessa por isso e sim pelos processos de formação da vontade política coletiva.
a) I, II e IV
b) I, III e IV
c) II, III e IV
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
44 - Democracia implica desenvolvimento? (Examine sobre isso as afirmativas abaixo e escolha as alternativas não incompatíveis com a idéia de democracia, no sentido “forte” do conceito):
I – Sim, do ponto de vista da democracia, o desenvolvimento é produção de ordem emergente a partir da cooperação. Sem democracia, portanto, não pode haver desenvolvimento; ou melhor: o grau de democratização da sociedade vai, assim, na razão direta do seu grau de desenvolvimento.
II – Não, na verdade é o oposto do que afirma a sentença acima (I): sem desenvolvimento não pode haver democracia.
III – Sim, mas nesse caso o que chamamos de desenvolvimento deve assumir uma nova conotação que implica mudanças qualitativas – e não apenas quantitativas, como a expansão ou o crescimento econômico – capazes de afetar o comportamento dos sujeitos por meio da alteração das configurações coletivas formadas por esses sujeitos quando suas opiniões são consideradas, valorizadas e combinadas entre si.
IV – Sim, o desenvolvimento é algo que ocorre na comunidade política, quando o resultado da livre interação da multiplicidade de opiniões produz resultantes capazes de afastar desfechos violentos e destrutivos (e desse ponto de vista – o ponto de vista da democracia – desenvolvimento é paz).
a) I, II e IV
b) I, III e IV
c) II, III e IV
d) I, II, III e IV
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
45 - Desenvolvimento implica necessariamente rede social?
a) Nem sempre (do contrário nunca poderia ter havido desenvolvimento em sociedade alguma do mundo).
b) Sim, pois rede social é sinônimo de capital social e se não houver capital social também não há desenvolvimento.
c) Nenhuma das alternativas anteriores.
46 - Desenvolvimento implica necessariamente democracia? (Examine sobre isso as afirmativas abaixo e escolha as alternativas não incompatíveis com a idéia de democracia, no sentido “forte” do conceito):
I - Nem sempre (do contrário a China não estaria se desenvolvendo tanto nos últimos anos)
II - Sim, pois sem democracia não pode haver desenvolvimento.
III - Sim, do ponto de vista do desenvolvimento, a democracia é o nome do processo regulacional de mudança que ocorre em sociedades. Em outras palavras, desse ponto de vista, democracia é – surpreendentemente – processo de sustentabilidade (que é o nome do desenvolvimento tomado de um ponto de vista sistêmico).
a) I, II e III
b) II e III
c) I e III
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
47 - Afinal, em que consiste a relação entre democracia e sustentabilidade?
a) Ainda não é possível dar uma resposta cabal a esta questão.
b) Se sustentabilidade pode ser definida como a capacidade de conservar a adaptação ao meio, então existe uma relação intrínseca entre democracia e sustentabilidade das sociedades humanas, na medida em que a democracia (no sentido “forte” do conceito) conserva a própria comunidade política.
c) Ao que tudo indica, não há qualquer relação intrínseca entre democracia e sustentabilidade.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
48 – Afinal, qual é a relação entre responsabilidade social e sustentabilidade? (Escolha a(s) melhor(es) alternativa(s)):
I - Não sabemos.
II - Uma empresa não pode conquistar sua sustentabilidade apenas por razões empresariais, econômicas, de mercado e, portanto, deve atuar em outros setores, regidos por outras lógicas ou por outras racionalidades. Ora, isso pode ser feito por meio do exercício da responsabilidade social da empresa.
III - Os excedentes de capital social, gerados no ambiente em que a empresa está imersa, podem ser importados pela empresa a baixo custo, desde que a ela tenha os canais adequados para tanto. Esses canais são as relações que a empresa conseguiu estabelecer com a sociedade por meio do exercício da sua responsabilidade social. Por eles poderão fluir, tanto o capital humano quanto o capital social de que a empresa precisa, mas que, sozinha, não pode produzir totalmente. Ora, sem tais a empresa não poderá alcançar sustentabilidade.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
f) Nenhuma das alternativas anteriores.